Porque um blog?

Sempre temos dúvidas pendentes e pensamentos fulminantes durante o dia, e na maioria das vezes, são achismos perdidos por valores nossos. Dividir com uma, duas pessoas parece interessante, mas multiplicar por quem se interessa com quem fala e pelo que se fala é tornar um pensamento em uma idéia, e multiplicar a idéia por possibilidades.
O que estudamos as vezes serve de base, mas a partir daqui é bem o que eu acho mesmo, portanto, me ajudem a formar idéias, para assim formarmos possibilidades, e não ficarmos só nos achismos!

domingo, 19 de junho de 2011

Caminhos entrelaçados - A teoria do momento oportuno e a implicação da negação.

Voltei a escrever por alguns motivos meio bestas mas são de grande valia até, se você for pensar que foram suficientes para me fazer a escrever! Um deles é o fato de descobrir que já houve alguém que lia o que eu penso, e o outro é tentar entender um comportamento interessante...

As pessoas tendem a ter dificuldades em relacionamentos. Já escrevi aqui que tinha uma teoria de como encontrávamos pessoas de quem gostávamos ou como definimos as nossas preferências em parceiros, e que era devido a uma ligação do que acreditávamos ser sucesso ou suficiente para se ter sucesso na vida. Se quiserem saber mais, leiam.
Diferentemente hoje, vou lidar com o assunto de como os caminhos se juntam ou seja, como ocorre daquela pessoa magicamente encontrar aquela outra e dar certo. E, falando sobre isso, acabamos entendendo como pessoas que acreditávamos ser exatamente nosso par perfeito, ou alma gêmea, não nos dão a mínima bola.
Vamos por partes:
Imagine a situação de que logo após uma porrada de desilusões amorosas você se encontra naquele momento no qual toda sua energia deve ser gasta com trabalhos, projetos, emprego, o que for. E por acaso, nestes dias você sai e acaba, mesmo sem ter a mínima vontade, ficando com uma pessoa, que parecia até ser simpática e bonita. Beleza, tudo bem, tudo bom, mas você realmente precisa voltar pra casa e terminar uma porrada de coisas pra segunda feira. E independente de como acaba a noite você acorda pensando que tem que terminar isso e aquilo.
Agora, imagine outra situação, mas guarde a anterior na cabeça. Você está naquele momento morno da vida profissional, seja estudando bem no início do semestre quando não tem lá tanta coisa pra fazer, ou bem durante uma fase do emprego onde os projetos superiores não estão botando ninguém pra trabalhar mais que o habitual. E já faz um tempo que você não encontra ninguém muito diferente, ou seja, está meio encalhadão, paradão na vida amorosa. E quando surge a oportunidade, você sai, e encontra uma pessoa que é legal e tudo o mais, que em poucas frases te passa tudo que você procurava, e você, com muita sorte, fica com esta pessoa! Olha que beleza! No dia seguinte sua cabeça só pensa na pessoa e em como foi bom ficarem juntos.

Provavelmente, as duas situações já ocorreram com todos. Por que citá-las?
Quando um não quer dois não brigam, certo? Quando um não quer, dois não casam!
Se as duas pessoas acima tivessem se encontrado, notem como é diferente a importância dada ao primeiro momento juntos do casal. Pro primeiro não há dúvidas que o que ele mais quer é terminar os afazeres profissionais e que provavelmente, se tudo der certo, ele talvez nem lembre da saída que ele deu no final de semana. O segundo só pensa no indivíduo da festa que era simpático, bonito, falava exatamente o que ele queria ouvir e tudo mais, além de ter um sorriso lindo.
Viu? É isso que eu quero dizer. Não entendeu?
Quando se encontram pessoas dispostas, o começo é uma parte garantida, o que vai acontecer em seguida tanto faz, aí vai depender de um "n" de fatores, e talvez aí que entre a outra teoria sobre relacionamentos que falei. Mas no começo, se uma pessoa realmente não está em um momento de querer um algo a mais, ou ainda está pensando em outros relacionamentos, a pessoa nova pode ser a perfeita para ele, mas não vai adiantar nada. O começo é provavelmente a parte mais difícil, ainda mais porque não se sabe com quem está se lidando, para não querer e desistir é muito mais simples do que querer manter algo por um BOM tempo.

Mas aí entra outro ponto interessante deste tipo de situação. O fato de um indivíduo não estar totalmente interessado no começo não significa que ele não possa estar mais para frente. Ficar junto de alguém é sempre bom, mesmo que não seja a pessoa da sua vida. Receber carinho e ganhar uns beijinhos nunca desagradaram ninguém. Se uma pessoa que não está no momento oportuno para uma relação, começar uma, mesmo que seja em marcha lenta, até o momento no qual se encontre com vontade, ou para ser melhor compreendido, no ponto certo para isto, a relação que não era nada, vira alguma coisa. E até uma grande coisa!
Um coisa interessante é que, ninguém gosta de ninguém meloso no pé, grudento ou coisa do gênero quando não se está realmente interessado, a gente procura alguém assim quando está totalmente apaixonado. Se uma pessoa demonstra carinho demais logo de cara com alguém que não está no momento oportuno, a chance de dar errado é grande, pois o cara já não quer nada demais, a outra já demonstra os planos do casamento, aí assusta mesmo ou enche o cara logo de cara. (a frase ficou horrível mas dá pra entender)
E por isso surge o ponto interessante da situação: a negação.
As pessoas tendem a fingir que não querem nada. Desistem de dar ligações, desistem de mandar mensagens, desistem de aparecer muitas vezes durante o dia (quando os dois trabalham no mesmo lugar por exemplo), mesmo que estejam morrendo de vontade de ligar, mandar mensagens pra combinar de se ver e tudo mais. E isso pra evitar o primeiro susto, ou a possível rejeição no parceiro em potencial. E o que é mais engraçado, que esse fenômeno acontece até quando os dois estão em momentos oportunos, ou seja, se um liga pro outro dá certo, e muito, mas ficam com medo e não ligam.

Isso daria pano pra mais assunto, que é o fato de ligarmos demais para o que os outros vão pensar e o fato de não entendermos que se a pessoa não quer, nem deveríamos nos matar para fazê-la querer. Se ela não quer, vamos atrás de outra(s)! Hê. Até porque fico pensando a probabilidade de dar certo se nem no começo as pessoas realmente querem. Complicado.