Porque um blog?

Sempre temos dúvidas pendentes e pensamentos fulminantes durante o dia, e na maioria das vezes, são achismos perdidos por valores nossos. Dividir com uma, duas pessoas parece interessante, mas multiplicar por quem se interessa com quem fala e pelo que se fala é tornar um pensamento em uma idéia, e multiplicar a idéia por possibilidades.
O que estudamos as vezes serve de base, mas a partir daqui é bem o que eu acho mesmo, portanto, me ajudem a formar idéias, para assim formarmos possibilidades, e não ficarmos só nos achismos!

domingo, 19 de junho de 2011

Caminhos entrelaçados - A teoria do momento oportuno e a implicação da negação.

Voltei a escrever por alguns motivos meio bestas mas são de grande valia até, se você for pensar que foram suficientes para me fazer a escrever! Um deles é o fato de descobrir que já houve alguém que lia o que eu penso, e o outro é tentar entender um comportamento interessante...

As pessoas tendem a ter dificuldades em relacionamentos. Já escrevi aqui que tinha uma teoria de como encontrávamos pessoas de quem gostávamos ou como definimos as nossas preferências em parceiros, e que era devido a uma ligação do que acreditávamos ser sucesso ou suficiente para se ter sucesso na vida. Se quiserem saber mais, leiam.
Diferentemente hoje, vou lidar com o assunto de como os caminhos se juntam ou seja, como ocorre daquela pessoa magicamente encontrar aquela outra e dar certo. E, falando sobre isso, acabamos entendendo como pessoas que acreditávamos ser exatamente nosso par perfeito, ou alma gêmea, não nos dão a mínima bola.
Vamos por partes:
Imagine a situação de que logo após uma porrada de desilusões amorosas você se encontra naquele momento no qual toda sua energia deve ser gasta com trabalhos, projetos, emprego, o que for. E por acaso, nestes dias você sai e acaba, mesmo sem ter a mínima vontade, ficando com uma pessoa, que parecia até ser simpática e bonita. Beleza, tudo bem, tudo bom, mas você realmente precisa voltar pra casa e terminar uma porrada de coisas pra segunda feira. E independente de como acaba a noite você acorda pensando que tem que terminar isso e aquilo.
Agora, imagine outra situação, mas guarde a anterior na cabeça. Você está naquele momento morno da vida profissional, seja estudando bem no início do semestre quando não tem lá tanta coisa pra fazer, ou bem durante uma fase do emprego onde os projetos superiores não estão botando ninguém pra trabalhar mais que o habitual. E já faz um tempo que você não encontra ninguém muito diferente, ou seja, está meio encalhadão, paradão na vida amorosa. E quando surge a oportunidade, você sai, e encontra uma pessoa que é legal e tudo o mais, que em poucas frases te passa tudo que você procurava, e você, com muita sorte, fica com esta pessoa! Olha que beleza! No dia seguinte sua cabeça só pensa na pessoa e em como foi bom ficarem juntos.

Provavelmente, as duas situações já ocorreram com todos. Por que citá-las?
Quando um não quer dois não brigam, certo? Quando um não quer, dois não casam!
Se as duas pessoas acima tivessem se encontrado, notem como é diferente a importância dada ao primeiro momento juntos do casal. Pro primeiro não há dúvidas que o que ele mais quer é terminar os afazeres profissionais e que provavelmente, se tudo der certo, ele talvez nem lembre da saída que ele deu no final de semana. O segundo só pensa no indivíduo da festa que era simpático, bonito, falava exatamente o que ele queria ouvir e tudo mais, além de ter um sorriso lindo.
Viu? É isso que eu quero dizer. Não entendeu?
Quando se encontram pessoas dispostas, o começo é uma parte garantida, o que vai acontecer em seguida tanto faz, aí vai depender de um "n" de fatores, e talvez aí que entre a outra teoria sobre relacionamentos que falei. Mas no começo, se uma pessoa realmente não está em um momento de querer um algo a mais, ou ainda está pensando em outros relacionamentos, a pessoa nova pode ser a perfeita para ele, mas não vai adiantar nada. O começo é provavelmente a parte mais difícil, ainda mais porque não se sabe com quem está se lidando, para não querer e desistir é muito mais simples do que querer manter algo por um BOM tempo.

Mas aí entra outro ponto interessante deste tipo de situação. O fato de um indivíduo não estar totalmente interessado no começo não significa que ele não possa estar mais para frente. Ficar junto de alguém é sempre bom, mesmo que não seja a pessoa da sua vida. Receber carinho e ganhar uns beijinhos nunca desagradaram ninguém. Se uma pessoa que não está no momento oportuno para uma relação, começar uma, mesmo que seja em marcha lenta, até o momento no qual se encontre com vontade, ou para ser melhor compreendido, no ponto certo para isto, a relação que não era nada, vira alguma coisa. E até uma grande coisa!
Um coisa interessante é que, ninguém gosta de ninguém meloso no pé, grudento ou coisa do gênero quando não se está realmente interessado, a gente procura alguém assim quando está totalmente apaixonado. Se uma pessoa demonstra carinho demais logo de cara com alguém que não está no momento oportuno, a chance de dar errado é grande, pois o cara já não quer nada demais, a outra já demonstra os planos do casamento, aí assusta mesmo ou enche o cara logo de cara. (a frase ficou horrível mas dá pra entender)
E por isso surge o ponto interessante da situação: a negação.
As pessoas tendem a fingir que não querem nada. Desistem de dar ligações, desistem de mandar mensagens, desistem de aparecer muitas vezes durante o dia (quando os dois trabalham no mesmo lugar por exemplo), mesmo que estejam morrendo de vontade de ligar, mandar mensagens pra combinar de se ver e tudo mais. E isso pra evitar o primeiro susto, ou a possível rejeição no parceiro em potencial. E o que é mais engraçado, que esse fenômeno acontece até quando os dois estão em momentos oportunos, ou seja, se um liga pro outro dá certo, e muito, mas ficam com medo e não ligam.

Isso daria pano pra mais assunto, que é o fato de ligarmos demais para o que os outros vão pensar e o fato de não entendermos que se a pessoa não quer, nem deveríamos nos matar para fazê-la querer. Se ela não quer, vamos atrás de outra(s)! Hê. Até porque fico pensando a probabilidade de dar certo se nem no começo as pessoas realmente querem. Complicado.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Construção - Quanta coisa agente aprende e quanta coisa agente deixa...

Esses dias, durante uma coleta que podemos dizer que para o momento não foi lá muito útil, acabei por pensar em certas coisas que vão levando a outras e vão seguindo... Tentei juntar os assuntos mais próximos mas mesmo assim terei que dividí-los, falarei dos dois porque não conseguirei falar só de um.
O assunto central provavelmente é a construção de nós. Como nos tornamos o que somos, e como construímos pessoas.
Parece feio falar que construímos pessoas, mas quando digo "nós" construímos alguém, eu digo o "nós" como o externo, o ambiente.
Bom, nascemos com algumas predisposições, o que vem de nossos gens, o famoso material genético. O ambiente vem e nos molda em cima do que temos predisposições e pode nos deixar em caminhos totalmente diferentes do que estaríamos se os estímulos, se o ambiente, fossem totalmente diferentes. E isso porque por mais que carreguemos uma porrada de coisa quando nascemos, aprendemos as formas de viver na vida. Arranjamos jeitos de darmos certo ou de chegarmos ao mais próximo do que consideramos um caminho para ser seguido.
Muito bonito não?

Durante minha vida tive algumas pessoas que me marcaram por gestos e frases que nunca esqueci e tenho levado durante muito tempo. E elas me tornaram alguma coisa diferente do que eu seria se não tivesse cruzado com e as conhecido. E isso é uma coisa que acaba por tornar todos como são.
Durante minha coleta de dados pro meu projeto de iniciação científica, que está sendo em um colégio municipal de caucaia (perto de fortaleza), notei que grande parte das crianças da escola que consegui realizar a pesquisa não atingiam os critérios mínimos para participarem dos estudos, e por mais que elas possam ser estudadas depois com a premissa de se encontrarem preditores para o mau desempenho, fiquei atordoado.
Este atordoado se deram em três possíveis pontos de vista: o pesquisador, pois minha coleta não anda assim, preciso de muitos sujeitos alcançando os critérios mínimos; o professor, que se preocupa com o que as crianças tem e não tem e como fazê-las aproveitar algo que nem conseguem chegar perto de conseguir; o cidadão, que nota os problemas que podem ser encontrados em diferentes regiões do país devido a disparidade de condições...
E, assim, atordoado, parei pra olhar no intervalo as crianças brincando e correndo.
E aí eu lembrei dessa construção que tive e das pessoas que me ajudaram a me construir. O fato dessas crianças não conseguirem os critérios em uma tarefa que envolve percepção e ação não é de tão grande problema se não fosse o que ela representasse. Representa a falta de condições para estas crianças conseguirem não só realizar minha tarefa, mas também muitas outras coisas.
E fiquei olhando... como poderia estar na vida dessas crianças sendo aquela pessoa importante? Aquele cara que vira e fala a coisa certa e deixa a pessoa intrigada a ponto de fazer o algo a mais, de ser o destaque e de sempre querer ser. Eu não sei.
Minha futura esposa (heheh, ela vai adorar isso!) adora essas coisas de construção do ser e tudo mais. Eu não sou tão fã como ela. Mas vamos ser sinceros, ser professor, ser pai, ser parte da vida de alguém, deveria ter esta parte de ser importante para ela por ser a pessoa que fez a diferença na vida dela. Se tudo for pra melhor, melhor ainda!
Em minha vida foram alguns professores que com certeza se tornaram referência pra mim por me tornar diferente, e hoje me tornar orgulhoso do que sou, com algumas ressalvas claro, mas com toda uma possibilidade de concertar.
E fiquei olhando as crianças... Como eu, como professor, amigo, sei-lá, poderia ser isso pra alguém, pra elas? Eu queria ser o ponto de partida, ou a curva pro lado certo, no caminho promissor de várias pessoas. Mas como?
Parece fácil pensar "é só ser um bom professor". Mas como ser? Muita gente com tanta vontade de ser nunca será lembrada por nenhum aluno, ou por poucos de ter feito a diferença. E alguns, sem nem ter vontade conseguem... Deveríamos nos preocupar em achar a receita!

O segundo assunto, também envolve a construção:
Eu me perdi pensando na distância que tomei de alguns colegas por besteiras e assuntos mal resolvidos.
Antes eu achava que o grande problema disso era o clima chato que ficava e a falta de companhia que seria resolvida por esse amigo. Hoje eu vejo diferente.
O que mais se perde quando se distancia de alguém (não por distância de metragem, porque isso nunca me separou de grandes amigos meus), seja por desavenças ou descaso, que muitas vezes acontece, é que se perde o mais bonito: a construção dessa pessoa.
Hoje, eu tenho um colega que está interessado em voltar a conversar comigo e tudo mais, me chamou pra conversar e quando eu voltar daqui provavelmente isso deve acontecer. Mas não servirá de nada para o que éramos anteriormente. Podemos nos tornar grandes amigos e tudo mais, mas a amizade começará de novo.
Somos outras pessoas. E o que provavelmente serviria pra nos unir mais, hoje será o motivo de não sabermos como o outro é: a construção perdida nesse tempo.
Se não fôssemos tão estúpidos e tivéssemos evitado de nos separar, ele faria parte da minha mudança e vice-versa, e provavelmente, eu seria mais ele, e ele mais eu. Hoje não somos nada um do outro, apenas conhecidos, e por causa de uma besteira no passado.

Esta construção é complicada. Ser parte de alguém é ao mesmo tempo ser desafiador para este alguém e ser apoio. Como ser os dois? Como não extravasar nos dois? Como descobrir quem está querendo ser assim pra nós e não evitá-los nas horas que eles querem nos apoiar por estarmos querendo desafios ou evitá-los porque queremos apoio e eles estão nos desafiando?
Durante uma boa amizade essas coisas se unem, e parecem ser exatamente o que juntam dois amigos, divergências e apoio. A divergência que nos faz crescer quando estamos estáveis, e o apoio para nos estabilizar quando outras divergências nos tornam instáveis... E é isso que perdemos quando nos deixamos afastar de pessoas por desavenças e descasos...
Complexo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A construção do gostar - A teoria da manutenção da espécie

Acho intrigante aquele papo entre grupos diferentes de pessoas, onde cada um define o que é necessário para se conquistar o sexo oposto, as teorias que são criadas, as hipóteses que os heróis (aqueles que mais se destacam no grupo com o sexo oposto) sustentam e conseguem manter por um bom tempo.
Quantas vezes, eu, como homem, já ouvi coisas totalmente opostas sobre, e as vezes falei, de como dar certo com uma mulher? "Cara, malha pra caramba, mulher curte cara bombado"; "Meu amigo, mulher não tá nem aí pra músculo, o que mulher quer ver é dinheiro, só esse carrinho aqui já me garantiu umas trinta"; "Mulher não tá nem aí pra visual nem nada, ela quer mesmo é um bom companheiro" e por aí vai.
E o engraçado, é que quem fala, tem fatos, fotos, histórias e garantias de experiências nas quais o que ele estava falando deu certo.
Imagino que no mundo feminino as coisas sejam da mesma forma. Aliás eu torço por isso! Até porque passei bom tempo da minha vida achando que mulher era uma espécie totalmente acima dos homens e faziam conosco o que queriam enquanto agente inventava teoria sobre elas, mas depois de um tempo, vi que elas estavam fazendo muita coisa parecida!

Bom, voltando ao principal, depois de muito tempo observando, e admito que testando, vi que existem certos padrões seguidos.
Minha teoria se baseia em uma coisa simples, a manutenção da espécie. Mas não do jeito que nossos caros biólogos falam, do homem pra defender a caverna precisa ser forte, logo mulher curte homem forte. Não. Isso, com certeza ainda deve influenciar um bocado em nossas escolhas. Mas isso não explica aquela menina que tem horror a homens muito fortes, e que prefere os que estão mais ligados à causa política.
Basicamente, fomos, desde nosso nascimento, sendo influenciados pela sociedade. Em determinado momentos tomamos certas posições em relações a determinados aspectos e assim, formamos e nos moldamos de acordo com um grupo de pessoas e idéias as quais aceitamos mais fortemente. Assim, essas idéias, além de permear grande parte da nossa vida profissional, acaba por definir os pontos que acreditamos que sejam ideais em uma sociedade. E quando encontramos pessoas que se enquadram nestes pontos, acabamos por nos interessar por ela, já que pra nós, a espécie deveria seguir nesse rumo, e nossa prole consequentemente também!
É como os biólogos falam do cara forte, não queremos uma prole fraca e sem poder para se manter viva. É quase uma seleção natural xD Os melhores continuam, e também por escolha dos parceiros sexuais. Só que atualmente os melhores dependem de quem os vê!
Um exemplo - lembrando que aqui é uma generalização: sabe aquela menina que adora política? Entra nos debates, adora encontros estudantis e o caramba? Se o que ela mais gosta na vida são as idéias bem formadas, opiniões que a engrandeçam e o caramba. A grande probabilidade de chegar um cara todo viajado contando sobre os pontos turísticos do mundo sem nenhum argumento sobre o que acontece nestes países e ele tomar um fora é gigantesco. Assim como o cara todo atlético. Assim como o cara que é todo bem vestido e gosta de sair e beber apenas.
Mas se chegar um cara com um bom discurso, com idéias diferentes e intrigantes. Pronto. Tá aí. Achou!

É lógico que aqui não falo do "ficar" em uma balada. Aquilo é uma tentativa de prever o comportamento de alguém de acordo com poucos pontos possíveis de serem analizados. E ali, tem algumas características que garantem mais sucesso por causa disso. Aqui estou tratando do relacionamento contínuo, não do pontual. E sejamos mais criteriosos: falo de gente mais madura, que busca algum relacionamento verdadeiro.

O papo dos grupos, de "sabemos como conquistar uma mulher", provavelmente deve ser verdade. Eles provavelmente buscam as mulheres que tem os pontos que eles acreditam ser os melhores para uma mulher, e, provavelmente, pela experiência, já sabem lidar com elas.
Podemos citar, sem juízo de valor algum, alguns exemplos fora o que dei anteriormente. O pessoal que crê que a malhação é o ponto crucial para se destacar em um relacionamento, muitas vezes busca um parceiro que pense o mesmo. Os indivíduos que vêem a responsabilidade financeira e o empenho no trabalho como um fator determinante, provavelmente fazem o mesmo. E isso porque, durante muito tempo, o que foi colocado na cabeça desse povo, pelo seu grupo ou pela sociedade como um todo, foram estes aspectos!

Existem alguns pontos que a minha teoria não prevê, de início, mas creio ter explicação pra eles: - lembrando que estas categorias podem todas ser ligadas
- O instigante:
Sabe aquela pessoa que não tem nada a ver com os preceitos que eram básicos? E mesmo lhe chama a atenção absurdamente a ponto de não ter como não se entregar? Pois é. Existem três hipóteses pra isso: a primeira, e menos provável, é que existem coisas que chamam a atenção por serem diferentes, por serem totalmente diferentes do que se esperava; pode ser que você na realidade esteja numa tentativa, frustrada, já digo de antemão, de fugir do que realmente se quer para viver algo diferente, mas com o tempo acaba por não ter como unir coisas tão opostas como um pólo a outro; e a terceira, e mais plausível, é que você não sabe realmente quais são os aspectos que você mais prestigia para um parceiro, e por mais que você diga que defende aqueles que pensam mais do que grunhem, adora quando alguém da um grunhido no seu ouvido.
O exemplo foi feio, por isso apresento um melhor: sabem aquelas meninas que são fresquíssimas, de um ótimo nível social, sempre saem com os caras do mesmo tipo, e de repente encontram um cara menos visualmente apropriado, de um nível menor socialmente falando, mas que é mais "enfático" (tem pegada, grosso no bom sentido) e apresenta ótimas capacidades de ser um bom marido e quando mais se ve menos se ve ela tá casando com o cara? Provavelmente ela não havia encontrado nos caras com quem saia, do nicho que frequentava o que ela acreditava ser o melhor para a sua prole. Aí vem também uma coisa que a teoria prevê: ela não era completa e unicamente deste nicho, ela provavelmente tinha influencias de outros lugares, e por mais que a maioria do tempo tenha tido influencia do grupo inicial, ela não havia tido referências durante a vida de que aquilo seria bom o suficiente para a continuação dos seus gens, e por mais que o tempo tenha sido menor analisando outros nichos e outros pontos, notou que ali residiam bons motivos para depositar seus glúteos.
- O novo:
Aquele que chega de repente e por ter alguns poucos pontos que você gosta você já se entrega loucamente à paixão. E geralmente não dá certo?
Um ponto que devo acrescentar na minha teoria é que temos a mania de idealizar pessoas. As que já foram e as que chegam de surpresa. Os que já foram por nostalgia e por não lembrar os pontos que ferraram a união. Os que chegam de surpresa, talvez por não termos encontrado até então alguém que seja o "perfeito" para o relacionamento da vida, vemos alguns pontos positivos ou próximos do que esperamos e logo idealizamos que a pessoa apresentará todas as outras características do ser perfeito! E na maioria das vezes nos lascamos. Há aquela perda de interesse, pois vemos que a pessoa não tem nada do que esperávamos.
Acredito que o ponto em que o novo funciona é quando não estamos esperando que funcione, e assim se cresce junto e começa-se a compartilhar idéias, e logo, nossa perspectiva de pontos bons para a sociedade acaba sendo o que foi compartilhado!

Várias coisas podem ser mais implementadas. Mas já realizei alguns testes. E notei que ao saber como uma pessoa é, fica mais facil agir da forma correta para a conquista. É lógico que é necessário um tanto de experiência para se analisar rapidamente e conseguir agir corretamente, e muitas vezes caímos na predição generalizada para o grupo.
Mas foram pelo bem da ciência. Volto a dizer que a relação só funciona quando tem o intuito de durar. Porque aí os pontos contam. Pra fazer sexo amanha e voltar pra casa e nunca mais ver, o que continua valendo é o que o biólogo diz: forte, testosterona a flor da pele, volume peniano suficiente. Hê!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz - Opções

O que vou falar agora é ligado a um fato que tive o desgosto de presenciar. Mas pensando bem, já fui o causador do "problema" e já vi várias vezes isso acontecendo.
Vejo pessoas que tem a mania de preferir ficar com cara de merda do que curtir o lugar, e isso, simplesmente por não ter suas vontades atendidas de imediato. Até entendo quando uma pessoa não consegue acompanhar o assunto em uma mesa de bar por estar com sono, mas reclamar a noite inteira de sono e ficar com cara de bosta é outra coisa: DOCE. Ou pra ser mais claro, é a simples vontade de mostrar pros outros o quanto se está incomodado em não ter seus pedidos atendidos.
Entendo que o fato deu preferir outra coisa me deixa um nível a menos de satisfação. Mas todo mundo conhece a frase do "não tem cão, caça com gato". Se diverte porra! Larga de ser chatão.
E não me refiro só a mesa de bar, ou a uma festa que tem o chatão com cara de merda. As pessoas que sempre reclamam de não estarem no lugar que sonham ou de preferirem outras coisas não curtem nada! E isso na vida toda.
Tem aqueles momentos em que você, que odeia matemática, está no meio da aula de matemática. Acontece! A vida é dura. Você tem escolhas, você pode dar uma de chato e atrapalhar a aula por que não se interessa, ou pode se engrandecer com a aula aprendendo algo, e sei-lá, acaba até curtindo por entender o que se passa. E tenta tirar o máximo de informação dali, seja o cara mais entendido daquela aula. Isso vale a pena. Não saber aquilo você já não sabe mesmo!
É um exemplo besta, mas é verdade.
E isso pode ser levado pra vários outros lugares. Estou
E isso pra mim é viver a vida intensamente, como tanta gente fala por aí. Se tenho opção, escolho a que prefiro, se não tenho, vivo o que está acontecendo, não fecho a cara e deixo o mundo passar até eu poder escolher de novo! Tento tirar o máximo proveito da situação que está passando.
Depois ficamos pensando que devíamos ter aproveitado mais situações x e y. E devíamos mesmo, não vivemos na hora que podíamos.
Lógico, a vida é feita de escolhas, e uma anula a outra. Estudar significa não sair, assim como sair significa não estudar. Mas se você escolheu uma delas vai em frente e tira o máximo do que você fez, pelo menos você não fica sem as duas. Seja o cara que estudou determinado assunto ou seja o cara mais legal do lugar onde você saiu, os dois trazem coisas positivas. Dependendo do quão bem você é organizado, consegue fazer os dois. Ficar com cara de merda e estudar pouco porque queria ter saído ou sair e ficar preocupado porque não estudou e assim não curtir a saída, é besteira e ponto.
Hoje mesmo, tive uma notícia que pode acabar dando uma mudança nos meus planos. Se não liberarem uma disciplina agora para mim, me formo só no ano seguinte e fico sem poder entrar no mestrado agora. Mas ganhar um ano quase livre pra enriquecer meu currículo e poder competir por bolsa e entrar no mestrado melhor do que eu entraria só irá acontecer se isso ocorrer. Melhor do que ficar se lamuriando por não ter entrado antes.
Nada é perdido, com tudo se pode ganhar. Como diz um grande amigo meu, professor por acaso: "Se uma aula é ruim, você pode aprender como não dar uma aula". E isso vale pra tudo.
Aquele papo de viver a vida intensamente não é só pegar várias mulheres ou pular de paraquedas. Creio que é fazer tudo intensamente. Em uma corrida, correr pra caralho; em um bar com os amigos, se divertir pra caralho; e um bar com desconhecidos, conhecer gente pra caralho; perto de um livro acadêmico, estudar pra caralho; e por aí vai...
Viver a vida tem vários jeitos, ou seja, você tem várias opções: fechar a cara e ser um bosta quando não se é atendido é um deles. Mas curtir mesmo não sendo atendido deveria ser a primeira opção.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Discussão - A arte da argumentação

Devo admitir que fui um cara um tanto quanto promíscuo em relação às minhas idéias ultimamente. Um grande amigo meu esteve aqui em Fortaleza nos últimos dias e assim compartilhei minhas idéias com ele, e deixei de lado por um tempo o blog.
Mas bom, tendo um blog nestes moldes, acho que tenho que falar, mesmo que rapidamente, até porque não consigo me alongar tanto, deste assunto. A discussão. Aliás, do argumentar, do expor idéias.
O porque de falar sobre isso vem de umas longas discussões minhas com as novas "amizades" que ando fazendo por aqui. E tenho visto que, diferentemente do que eu penso, o pessoal tem um certo receio de dialogar sobre idéias opostas. Sei-lá, devem achar que isso é motivo pra perder a amizade.
Por mais que isso possa acontecer, quando alguém é teimoso e perde facilmente a calma, acredito que a discussão, a exposição de argumentos, só engrandecem alguém, pois assim é possível formar uma opinião sólida, com base em argumentos, e não simplesmente no juízo de valor e no consequente "eu acho" sem base nenhuma.
Só que ultimamente eu tenho visto que existem pessoas que realmente tendem a deixar de falar com outros por causa de uma argumentação! E quando digo outros, digo eu.
Admito que sou um tanto quanto ríspido em argumentar, mas tenho a tendência de aceitar quando vejo que estou errado. Estou até revendo meus conceitos para uma melhor sobrevivência em sociedade adicionando antes do início do argumentação a frase "você quer mesmo saber minha opinião?".
Mas poxa, de uns tempos pra cá, depois de muito apanhar em argumentações e sair puto, comecei a ver que a discussão, nada mais é do que uma chance de acreditar no que o outro está falando, e aliás, de dar bases mais sólidas para que o cara está expondo. Quando alguém fala que acredita em x, e eu coloco alguns poréns e argumentos contrários, a pessoa tem a chance de repensar o que acredita e, se tiver argumentos que desmontem os meus, acredita com mais fé ainda, e eu, passo a aceitar o que ele falou!
A argumentação, o questionamento, o cara que geralmente bota as opiniões do "contra", só está, na minha humilde opinião, dando a chance pro defensor da tese fazê-lo acreditar que no que está sendo exposto.
Eu faço isso. Pois me engrandece e engrandece quem defende, e adoro quando fazem o contrário, pois me faz pensar.
Até hoje admiro um companheiro de laboratório que me fez uma pergunta que mudou meu experimento para a iniciação científica, pois aquilo me fez refletir, ver pontos que eu não enxergava, e quando ele me questionou sobre aquilo, ganharia se eu tivesse uma resposta decente, e ganharia se aquilo me livrasse de um tombo enorme mais pra frente.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O tempo - e contando...

Um dia desses, tive uma conversa engraçada sobre este negócio de tempo. É estranho como a relação que temos com ele é de servidão.
Esta minha conversa parte de uma situação diferente, estou em Fortaleza agora, e aqui não tem horário de verão, e a minha companheira de assunto está em assis, de acordo com informações seguras xD, e lá está no horário de verão.
Estávamos conversando quando veio sem querer a parte engraçada (não esperem muito em termos de ser hilário), cheguei pra ela e perguntei: me diga como está no futuro? Como é o mundo uma hora depois?
Parece bem bobo. Mas se você notar, se alguém viajar para Fortaleza agora, ele perdeu uma hora vivida. E se eu for pra São Paulo eu ganho essa uma hora.
Posso citar o quão é absurdo o fato de viajarmos três horas pra algum lugar e chegarmos no horário que saímos! E isso, pensando nos fusos horários, pode ser possível.
Parece babaca, mas se pensarmos o quanto somos servos deste relógio. Se temos que chegar pra uma reunião às 15h do lugar A e vamos pra um outro lugar onde a viagem demora três horas e saímos as 14h50 e este lugar B tem 3 horas a menos pelo fuso, chegamos na hora ainda!
Se contamos a vida por anos, e nos mudarmos para esse novo lugar, tivemos três horas de nada, não contadas... e vivemos sem ter vivido de acordo com nossas contas.
Interessante não?

Isso tudo serve só como um tira gosto bobo para uma coisa mais besta ainda que concluí pensando no tempo.
Conversando com esta mesma amiga de assis, logo após o papo dela estar no futuro, ela me disse que já teve um tempo no qual ela não acreditava no presente. Não sei porque. Vai ver eu devia arranjar pessoas melhores para conversar, mas o que ela falou tem um certo quê de interessante.
A divisão que costumamos fazer entre passado, presente e futuro, na realidade não existe. Tudo é uma coisa só.
Pensemos só no presente e no passado. O presente é o passado acontecendo e sendo resultado do passado.
Somos o que somos porque fomos assim virando, certo?
O presente é meio que preso ao passado. Não viramos de repente os melhores escritores começando a escrever em blogs durante a madrugada. Isso é um processo de interação com o ambiente gerando experiências, práticas, que nos tornam melhores nisso. Ou seja. Se somos é porque nos tornamos. E assim falando, ser é, não completamente como agora, ter sido.
Pensemos no futuro. O futuro é igual ao presente, mas está por acontecer. Parece que surgiram milhares de oportunidades não? Mas se o presente é fruto do passado, o futuro será.

Neste ângulo eu poderia argumentar que o passado é a chave de tudo.
Mas não é. O presente é. E só existe o presente. O futuro não existe e o passado também não. Porque tudo é presente.
O presente é o passado impresso, e atuante. O futuro é o presente que irá atuar.
Um pensamento um tanto quanto controverso pra mim se formos pensar no que eu falei no post sobre coisas a longo prazo, não atuar no presente porque se não não será nada no futuro.
Mas não é controverso. Creio que me enganei nos termos.
Não atuar no presente significa que você não será nada no presente. E assim pra sempre. E isso sempre será presente.

Uma boa idéia se formos argumentar com adolescentes ou pessoas imediatistas não? Gostei.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sabedoria - Como utilizar a informação? Da onde vem?

É incrível o poder do ser, a partir do momento que existe, errar. O que é totalmente normal, já que as chances de acertar são sempre mínimas pra aqueles que esperam algo. Mas é incrível a capacidade em repetir a cagada.
Da incrível mudança da criança para o adulto conseguimos capacidade para entender o porque que aquilo é aceito ou não (já que certo e errado tem vários lados). Criamos princípios e os seguimos.
Mas ainda assim somos capazes de saber que estamos fazendo merda. E terminar de fazê-la. Mesmo sabendo das consequencias que iremos ter que arcar com. Como isso se dá?
A sabedoria que sempre esperamos obter, pelo menos eu espero, de sabermos o que fazer na hora, e termos na cabeça a escolha certa para cada situação é utópica, isso eu sei. Já que a cada situação que vivemos, ela é sempre diferente da anterior, e as vezes achamos coisas que nos são conhecidas e sabemos lidar com elas e as vezes não.
Mas mesmo assim, as vezes vemos que iremos fazer errado, e mesmo assim fazemos.

Eu poderia diferenciar em duas situações: situações de merda a curto prazo e situações que a merda demora a acontecer.
As primeiras, naquelas que são situações pontuais, as consequências podem até se arrastar por um tempo longo, mas não são trágicas, pelo menos no meu modo de ver.
Posso citar alguns exemplos:
O mais claro dele é a traição em um namoro. Demoramos um bom período de tempo tentando nos unir a uma pessoa, achar uma que valha a pena, e começamos a dispender mais tempo ainda para mantermos essa relação. E é claro, pelo menos para mim, que todos sabemos que uma traição bota tudo a perder. E as vezes, pelo que observei, não parece que a pessoa "traidora" quer botar tudo a perder.
Então porque é que acontecem as traições? Meu Deus! É incrível isso. Aquela frase que diz "o proibido é mais gostoso" é repugnante, leva a noção de regras e de princípios a merda e joga fora toda a convivência em sociedade.
E acontece. O carinha demora semanas pra iniciar um namoro (tempos modernos podem diminuir isso =D), e quando começa, acha uma gostosinha, que nem é tão bonitinha, nem é melhor em termos estéticos que a namorada em questão, é meio malinha, e trai.
No fim, perde a namorada, que era com quem ele queria ficar, e uma certa credibilidade com outras mulheres.
Outra situação boa é o beber até cair, ou o perder o controle e brigar no impulso, coisas que sempre levam a merda depois.

Estas situações parecem bobas se comparadas as situações que levam a problemas depois de um longo prazo. Até porque estas situações ditas acima podem virar problemas de longo prazo se repetidas continuamente. A namorada perdida viram mulheres desconfiadas, o beber até cair vira o ninguém querer sair contigo, e o brigar vira o problema de não ter amigos, etc.
O exemplo que eu vou citar é baseado em várias pessoas que conheço, e é uma situação de longuíssimo prazo.
Sabe aquela frase que permeia muitas àreas? "Essa área não dá dinheiro"? Pois é. É culpa disso.
Vários estudantes passam a faculdade fazendo milhares de coisas que não são nem relacionadas à estudar. Não digo que é necessário um bando de nerds que consomem livros como eu realmente gostaria que fosse. Mas falo sobre aqueles que vão as aulas e passam quase todas elas se queixando sobre, conversando sobre outras coisas, vendo moscas, cagando pro professor pela cabeça do "eu já sei isso" ou "esse cara é um bosta, até eu devo saber mais que ele" ou quaisquer outras coisas que não sejam assimilar o mínimo de conteúdo para a atuação no mercado.
Existem pessoas que passam quatro anos, cinco, seis, sei-lá, dando um jeitinho de passar nas matérias, cadeiras, disciplinas, ou como você quiser chamar. E ainda querem ganhar dinheiro com a àrea em questão.
E ainda falam que as pessoas que conseguiram a grana, o sucesso, a valorização, são sortudos, indicados, puxa-sacos ou outros.
É sabido que a relação HBC (horas bunda cadeira) com o sucesso, valorização na área é grandíssima. Existem, é claro, os casos dos caras que conseguem dar um jeitinho, mas são poucos. Aqueles que realmente estão lá em cima passaram bom tempo se dedicando àquilo.
E como é que as pessoas continuam fazendo a cagada de cagar para o mundo??
Todos sabem que a competição é grande, que a dedicação dá o diferencial, mas mesmo assim todos continuam levando a vida como se ela fosse dar de presente o que se almeja.

E é nesse ponto que entra de verdade a dúvida: seja em situações pontuais ou aquelas que se estendem pelo tempo, como que, mesmo sabendo das consequências, e não desejando-as para nós, fazemos cagadas?
A sabedoria que eu falei no começo seria essa. Como usamos a informação que JÁ TEMOS? Como usar a sabedoria que tivemos vendo os outros, e as vezes com nós mesmos, pra não fazermos de novo?
Será que não existe nenhum tipo de preditor que diga: esse cara tem isso logo ele vai saber reutilizar a informação, vai ser esperto; e esse cara tem aquilo, logo ele vai ser um merda na vida. E não acho que estou exagerando não, quando você não é muita coisa, você é tratado como um merda na vida! E não adianta reclamar.
Será que é algo genético? Se fosse, o filho de um cara esforçado também seria, e muitas vezes não é.
Será que é necessário algum trauma na infância? Se fosse, bill gates não seria quem é. Ele era um cara normal que invadia a sala dos computadores e ficava mexendo lá - sala dos computadores é modo de dizer porque na época cada sala só cabia um.

Penso nisso, também porque, sou meio que meritocrático, acredito no mérito como divisor de águas entre aqueles que devem ser valorizados ou não. E isso estendo para todas as áreas, seja do mecânico até o médico. Se o cara é bom, ele deve ser valorizado e, para mim, será.
Um mecânico que luta para atender bem os clientes, dar de verdade os problemas do carro, consertar bem os carros que tem problemas reais, sempre será indicado e sempre terá clientes e será valorizado.
Assim como o médico, o educador físico, o gari e por aí vai.
O marido que cuida bem da esposa, o amigo que é amigo e tenta o melhor para os amigos, o cara que não xinga a polícia quando dá vontade, o cara que não é impulsivo e por aí vai também.
Mas é incrível ver que sabemos que tudo vai dar errado e mesmo assim não fazemos nada para mudar ou deixarmos de fazer.
Eu fico perplexo quando vejo quantas pessoas pensam e reutilizam as informações úteis para não dar merda. São tão poucas...