Porque um blog?

Sempre temos dúvidas pendentes e pensamentos fulminantes durante o dia, e na maioria das vezes, são achismos perdidos por valores nossos. Dividir com uma, duas pessoas parece interessante, mas multiplicar por quem se interessa com quem fala e pelo que se fala é tornar um pensamento em uma idéia, e multiplicar a idéia por possibilidades.
O que estudamos as vezes serve de base, mas a partir daqui é bem o que eu acho mesmo, portanto, me ajudem a formar idéias, para assim formarmos possibilidades, e não ficarmos só nos achismos!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sejamos imparciais - Pelo direito de ouvir e mudar de opinião em 2011!

Pensando sobre as promessas pro ano seguinte e tudo mais, fiquei pensando no que eu poderia prometer, e depois de pensar em inúmeras coisas, pensei em algo que todos podíamos mudar em 2011, sei lá, algo que ajudasse todo mundo.
Se todo mundo prometesse me eleger como líder supremo do mundo, eu ia arrumar tudo! Prometo =D
Mas em um plano real, bem que todo mundo podia ser tornar um pouco mais imparcial né? Eu não falo da imparcialidade, de ficar em cima do muro, mas aquele imparcial inicial, disposto a entender os dois lados antes de escolher. Temos uma mania de dizer que determinado caminho é o melhor sem nem sabermos quantos caminhos temos! E pior, sem saber quais são os outros caminhos!
Sabe, está na hora de partir do imparcial, ouvir os lados antes de escolher, e por mais que se fique tendenciado a seguir pelo primeiro ouvido, sejamos inteligentes e vamos dialogar para entendermos tudo antes.
Tem uma coisa interessante que uma professora minha já disse, algo mais ou menos assim: "para refutar uma teoria, é necessário estar dentro dela e ver quais são os seus limites e erros" Ou seja, não se apontam erros estando em um caminho em outro caminho, pois são caminhos diferentes e por si só, servem para coisas diferentes. Entender isso é o primeiro passo, pois assim, não há o certo e o errado. Existe o bom pra isso e pra aquilo, e ruim pra isso e pra aquilo. Pois tudo tem o lado bom e ruim, e assim, acrescenta e diminui ao mesmo tempo.
Estando em um caminho, podemos ver até onde podemos avançar e por onde não avançaremos, não existe isso de fora, não se enxerga sem estar ali pra ver, sem entender. Ou seja, tomemos a posição como nossa e reflitamos sobre suas possibilidades e seus limites, assim poderemos optar por uma melhor ou pior para o momento em que estamos e para as necessidades que queremos suprir.
E outro ponto. A partir do momento em que estamos dentro de um caminho, de uma escolha, de uma teoria, sejamos inteligentes para entender quando notamos que erramos, e assim admitirmos que necessitamos de uma melhora no caminho escolhido, pois assim crescemos com ele. E se não for possível, troquemos de opção, entendendo que o que nos impede de continuar é a nossa posição perante o caminho, não o caminho, pois ele pode ser útil para outras pessoas com objetivos diferentes.
Eu digo isso, porque este ano, aliás, durante boa parte da minha vida, tentava ser imparcial no início, muitas vezes não conseguia, e depois era teimoso demais para entender os problemas da opção tomada, e assim ficava com discursos vazios ou tentando achar falhas em outras opções para justificar a minha. Devia ter pensado mais né?
Façamos isso perante nossas ideologias. reflitamos sobre elas e retomemos nossas opções. Ou reforcemos as que já tinhamos, agora com convicção, certeza, e com a certeza que alguma hora essa opção pode não nos ser mais útil.

Agora, minha promessa de ano novo:

"Vou estudar mais e virar um cara treta na àrea" hehê xD

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A religião, e o amigo imaginário do adulto - Talvez seja necessário

É quase natal, e nada melhor do que pensar na vida não é? Está certo que isso está mais pro reveion, na hora da gente fazer todos os pedidos e promessas que nunca serão atendidos ou realizadas. Talvez agente peça demais e prometa coisas que não queremos realmente cumprir... mas, assunto pra outra hora. Porque agora não é hora disso, agora estamos envolvidos pelo espírito natalino e tudo mais.
Talvez seja o momento de pensarmos sobre este espírito natalino. Ou até sobre o natal em si. Se o natal vem no nascimento de Jesus, está na hora de pensarmos em tudo que envolve a data: a gente, religião, Deus, nascimento, espírito que envolve e nos dá vontade de sermos como nunca fomos durante o ano inteiro e no fim sermos legais, receptivos, carinhosos e tudo mais...
Primeiro, vou começar do menor pro maior, é incrível pensar que precisamos de uma época, aliás, de um espírito que basicamente nos envolve de repente para conseguirmos pensar nas outras pessoas antes de nós mesmos. Eu sei, eu sei, nem todo mundo é assim. Mas sejamos sinceros, durante o ano inteiro vivemos na defensiva, onde qualquer comentário vira motivo pra nos defender, ou atacar de volta (que dizem por aí ser a melhor estratégia para se defender), e isso quando o comentário muitas vezes nem teve esta intenção.
Não estou aqui pra falar que nós, humanos, somos malvados e vamos acabar destruindo a natureza e o mundo, e por isso precisamos comer vegetais. Não é este o ponto. Mas é estranho pensar nisso, que temos a necessidade da imagem do papai noel para de repente surgir um espírito e nos dar a alegria de viver e sermos mais isso e aquilo...
Nem entremos no mérito da existência ou não de um espírito mágico, chamado de natalino, por que já vamos mais afundo.
Esta data toda vem de um nascimento do filho de Deus. E aliás, muita coisa que você pensa ser normal vem dessa "data". Porque começaram a contar os anos a partir disso, mesmo que eles começaram contando meio estranho, já que o cara nasceu no 0 e já era 25 de dezembro. Estou brincando, pouco sei sobre o porque de acabar sendo dia 25 de dezembro. Deve ter sido pra ter duas festas, o reveion e o natal, ia ser muito chato só ter uma. Sei-lá.
Podemos abrir um leque de questionamentos sobre o nascimento de Jesus e pans... Eu parto do pressuposto que acreditamos. Não vale a pena gastar meus dedos aqui criticando religiões e crenças alheias.
A dúvida não vem no se devemos acreditar, como disse anteriormente, partiremos do pressuposto que já acreditamos. O grande tema aqui é: porque acreditamos?
E não só no natal. Eu acredito no natal, é inclusive feriado.
Mas no porque do Natal, em todo o alicerce religioso que essa data tem e todos os símbolos e crenças que surgem a partir da data e de toda história que vem a seguir. Deus, Jesus, Religião... porque acreditamos? Porque acreditamos nesse algo maior?
Tenho grandes discussões internas sobre isso.
Já me falaram que as religiões foram criadas para controlar as massas, ganhar dinheiro, criar modos e até porque Deus existe e devemos adorá-lo. Creio que neste assunto as coisas vão se perder, até porque quem criou alguma religião não me deu os fundamentos e preceitos dela pra eu poder analisar. Mas uma coisa que pode dar frutos, é a nossa religião, aquela nossa crença individual, que nos guia de verdade no que fazemos, que pode ser baseada em uma religião maior de vários, criada por outros, mas esta crença que é individual, e nunca imposta, conseguiremos repensar.
Porque acreditamos neste algo maior? Porque cremos?
Porque precisamos.
Quem olha pela evolução, pelos fatos, pela seleção natural, uma hora ou outra chega a um ponto que é terrível: somos obra do acaso. E estamos aqui por acaso. E assim sendo: não há quem olhe por nós, não há porquê nem sentido, somos carbono com outros tipos de material sendo misturado, separado e colado. E só...
O fato de amarmos, odiarmos, entristecermos são só descargas hormonais resultantes de situações que nos favorecem ou não no dia a dia. Uma forma de defesa desse sistema que precisa se manter sendo um sistema. E isso sou eu falando, concluindo pela lógica do acaso.
Se somos assim. Porque ser? Não há um antes nem um depois, seremos novamente parte de outra coisa e só. Morrer agora ou depois tanto faz. O viver não faz sentido.
Mas se há o algo maior, vemos sentido nas coisas, somos formas de ajudar o algo maior, e isso pode ser pelo reino dos céus que nos espera ou pela nossa vida como espírito, sei-lá. Vale a pena fazer sentido em nossa existência.
Precisamos disso para continuarmos tentando. Independente da existência disso ou não, se existir melhor, estaremos sendo o que precisávamos ser e assim colocando motivos e sentidos na nossa vida.
O espírito natalino é uma mostra disso. Acreditamos nesse espírito do bem que nos leva a fazer coisas que geralmente não fazemos, nos leva a dar sem pensar em receber, que nos leva e não pedimos para sermos trazidos de volta.
Uma vez, minha irmã falou que um professor dela comentou o que acreditava para a sala inteira: "Um filósofo x (minha irmã não lembra quem era o filósofo citado) disse uma vez que Deus é o amigo imaginário do homem adulto". E talvez seja. Seja obra da nossa imaginação para continuarmos lutando pela sobrevivência, pela espécie.
Acreditar no algo maior, independente do nome ser Iemanjá, Oxu, Apolo, Jesus, Kurt Cobain, ou etc., nos faz sermos coerentes ao acreditar no amor, no acreditar no viver, no acreditar que nossas conquistas são conquistas e nunca serão perdidas porque sempre haverá um motivo para celebrar uma vitória sobre um obstáculo, porque a partir disso, todos seremos mais, porque contamos com uma conquista a mais, e não simplesmente sermos o acaso.
Acho que vale a pena acreditar.

Feliz Natal.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Adaptação e nós dois...

Apesar de não ter divulgado suficientemente meu blog pra publicar minha principal teoria, vou escrever de qualquer jeito. Me deu muita vontade de dizer isso. Não fiquem entediados com a primeira parte, vale a pena ler o resto =D
----- Parte teórica ----------------
Eu estudo comportamento motor, mais precisamente aprendizagem motora e mais precisamente, aquisição de um novo componente em uma habilidade já aprendida. Vai ficar mais fácil. Prometo.
Basicamente, o que vale pro momento, é que, quando você aprende uma habilidade, você forma uma estrutura no seu sistema nervoso, e esta estrutura é organizada com uma macroestrutura e uma microestrutura, a macro é o que define o que você está fazendo, ou seja, é o carrega os parâmetros invariantes da habilidade, ou a regra fixa dela, pra ficar mais fácil, basicamente o que faz você dizer "é um arremesso"; a micro são os componentes, são os parâmetros variantes desta habilidade, ou seja, o que faz a habilidade ser realizada mais rápida, mais forte, ou o que geralmente varia nela (ex: você nem sempre acerta o alvo duas vezes, mas mesmo assim executou um arremesso certo?).
E, dentro disso, sabemos que esta habilidade inicialmente aprendida não fica assim pro resto da vida. Você vive situações que vão gerando perturbações a ela, e neste contexto, ela tem que lidar com a situação de alguma forma. Digamos que você tenha que adicionar um componente extra a essa sua habilidade para lidar com a situação (ex: você aprendeu a tocar um compasso de piano, mas depois nota que tem uma nota a mais dentro deste compasso, você tem que adicionar este componente no que você já havia aprendido, certo?), tem três formas dessa estrutura que você tem no sistema nervoso lidar com essa mudança: fazendo uma adaptação estrutural, que seria um jeito de lidar com a situação reorganizando tudo que você já tinha aprendido, ou seja, mudando a macro estrutura; a adaptação paramétrica, que seria uma reorganização mas apenas da micro estrutura; e modularizando, que seria mantendo a estrutura anterior e rapidamente inserindo o novo componente.
Na aprendizagem, por enquanto para mim no tanto que estudei sobre isso, a modularização é o jeito mais eficiente, já que é mais econômico que os outros meios (economiza tempo e energia).
---------------Parte interessante =D---------------
Bom, entendendo um mínimo daquilo ali em cima, podemos então chegar na minha teoria nova xD - o que está escrito ali em cima tem vários autores que deveriam ser citados, mas para aqueles que querem saber mais afundo leiam Connolly (1970, 1973), Manoel (1995,2002), Basso (2010), Tani (1989) e outros.
Agora, o que eu vou escrever:
Acredito que, diferentemente do que é aparente na aprendizagem motora, na vida à dois as coisas são um pouco diferentes.
Já começamos pelo simples fato de que ser econômico em uma vida à dois é ser um puta de um mão de vaca. Se o que mais se quer é estar junto de alguém, ser econômico em qualquer aspecto, seja dinheiro, tempo, energia, o motivo por estar vivo, acredito eu, deva ser o de gastar tudo que não foi gasto ainda com a pessoa amada, e gastar o que ainda não foi ganho.
Quando falamos então de uma adaptação na vida à dois, digo pelas adaptações necessárias que passamos quando queremos estar junto de alguém e, claramente, mudamos, nem que seja um pouco, para conseguir viver nessa pequena sociedade de dois.
Mas e agora? Mais vale adaptar ou modularizar?
Acredito que não seja uma regra, mas que vale para a maioria, temos que adaptar.
Porque sempre que mantemos o que temos no passado e adicionamos apenas o que é novo, não mudamos, somos os mesmo com coisinhas a mais. Mais vale reorganizar tudo que já se tinha para unir o que é novo, só assim, o novo eu, o reorganizado, é um eu novo porque estou com alguém, e tive que mudar por isso, e possivelmente sou mais esse alguém também.
Será?
Adicionar rapidamente o que é necessário parece ser um bom motivo para modularizar. Imaginem vocês mulheres: um homem que é só você pedir que ele faz o que você quer, mesmo que antes ele nunca tenha feito isso, em poucas tentativas já está lá ele um expert no assunto.
Bleh.
Acho que uma das coisas mais gostosas dos relacionamentos é acompanhar a mudança, e ver como é difícil isso, pois mexe não só com uma habilidade (como era na aprendizagem) mas sim com uma pessoa que viveu muita coisa já, e mexer em tudo isso TEM que dar trabalho. Se não dá, ou a pessoa não tem nada o que mudar, ela já era vazia, ou a pessoa tem uma facilidade muito grande nisso, mas isso acaba acarretando em falta de orgulho pelo sucesso, tudo que vem fácil vai fácil, e isso porque veio fácil, não foi difícil, e assim, não há comemoração nem prazer pelo sucesso.
Está certo que o que estou defendendo ou xingando pode ser inatingível para muitos. Diga-me se não é fácil NÃO se adaptar e boa? E me digam se não é a maioria que faz isso? Pensando por esse lado, qualquer tipo de processo para aquisição do novo parece lindo. Mas não se nivelem por baixo, se adaptem, se amem. (Quase saí do ármario hein?! xD)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Férias, Ócio, Preguiça - Você fica pra trás?

Não sei se o título deveria ser esse mesmo, mas foi o melhor que pensei até agora. O "problema" que vou tratar aqui não passa pela cabeça de todos, aliás, deve passar na cabeça de uma grande minoria, que enxerga as coisas a longo prazo e entendem, ou vêem de perto a competição que ocorre pelos lugares mais desejados.
Este problema que falo vem da cobrança de resultados inerente à qualquer área, e da necessidade da apresentação de resultados para conquistar os postos mais desejados. Exemplificando: Sabe seu currículo? Aquele que você não acrescenta nada desde de que entrou na faculdade? Tem gente que está com ele maior que uma bíblia e PROVAVELMENTE vai pegar seu lugar na empresa que você tanto sonha.
O problema que venho falar não é em si a competição. Isso é ótimo e saudavel, nos faz querer ser sempre melhores e acaba nos tornando pela busca que seguimos neste objetivo. MAS o grande dilema está na dúvida que fica em quem enxerga isso: Então agora minha vida vai ser só produzir produzir produzir?
Todos sabemos que temos dias pra descansar, mas existem horas, nos dias que não são pra descansar, que o que mais desejamos é se deitar e esquecer a vida, ou beber uma com os amigos e boa.
A cada momento de ócio, em cada momento que você demonstra preguiça em cada minuto das suas férias fora de hora, te deixam produtos, idéias, resultados, artigos, projetos atrás de outro. Que vai tentar a mesma coisa que você!
Já é sabido pela ciência, que o número de HBC (Horas Bunda-Cadeira) é um dos grandes indicadores dos caras mais ferrados em suas áreas. Lógico que o HBC tem que ser relacionado a sua área e não necessariamente precisa ser com a bunda na cadeira, seria mais um "Horas que você destinou para estudar, aprender, entender, se aprimorar, produzindo, na área que você pretende ser o cara", algo do tipo HVDEAEAPAVPSC (Hê!). Por isso agente fica com o HBC.
Este HBC no lugar onde quero viver minha vida profissional tem uma correlação enorme com o sucesso. Só que não há um número HBC mínimo e a partir dali você está dentro, Não! Há um número HBC contando eternamente e se você for disputar com caras que tenham um maior que você... meu amigo, você está fora. E são poucas vezes que você tem a oportunidade de disputar, ou seja, se disputou é bom conseguir.
E por isso... você sempre fica meio perdido nos momentos em que você quer sair, beber, engordar a toa, ou até mesmo só rolar de um lado pro outro na cama fazendo barulhos parecidos com o ronronar de um gato xD
Está certo que esta questão passa por vários outros componentes do "o que está sendo realizado". Primeiro, o ócio criativo é uma vantagem; o saber se o que está sendo feito é realmente o que se quer fazer; o saber o que realmente vai contar no HBC, pois o que se está fazendo pode não ser útil para o que você quer; e outros....
Mas, será que eu perdi tempo escrevendo isso e deveria estar estudando?? O.o

sábado, 18 de dezembro de 2010

Individual no coletivo - Onde não há o certo e o errado!

Olha, sempre nos questionamos sobre o que devemos fazer e tudo mais. Mas uma coisa que mais me intriga no momento é a dificuldade em entender-nos uns aos outros. Não estou publicando nada em favor da paz mundial, mas algo pertinente ao nosso dia a dia.
Hoje estava tendo uma discussão com uma amiga (colorida?) de Fortaleza (em breve "linko" o blog dela no meu) sobre a raiva que ela tem das atitudes alheias, sendo mais específico, como as amigas dela são "bestas" e ficam se arrastando e aceitando tudo que seus "ficantes" fazem apenas para continuar com eles.
Geralmente olhamos para atitudes alheias, algumas delas diferentes do que nossos princípios pregam, e nos colocamos em choque, sim nos colocamos, porque não deveríamos ficar em choque por atitudes alheias. Concordar ou não faz parte de cada um, e é necessário, sempre refletir sobre o que acontece em volta, aliás, refletir é necessário sempre, uma possível discussão até pode enriquecer mais as coisas. Mas ficarmos horrorizados, nos revoltar, chega a ser contra nós mesmos.
Dentro do desenvolvimento motor, área que pouco conheço ainda, partimos do pressuposto que o que somos hoje é em parte inerente a nós, geneticamente falando mesmo, e em parte do que nosso contexto foi e é. Ou seja, muitas das respostas que apresentamos agora em nosso comportamento motor vem de uma interação do ambiente com o que nascemos. Por isso, quando analisamos um sujeito inicialmente em algumas tarefas, podemos encontrar diversos tipos de resposta, já que nunca vimos o que ela fazia e não sabemos suas capacidades motoras inerentes. Exemplificando, podemos esperar um chute perfeito ou uma furada que resulta no cara sentado no chão quando rolamos uma bola e pedimos um belo chute para o infeliz.
Acredito que isso é para todo o comportamento, seja ele motor ou não.
Esperar que uma pessoa seja igual à você é esperar que ela tenha vivido as mesmas experiências que você, e tenha nascido com as mesmas predisposições que você. Ou seja, seja você!
Outra coisa que devo estar trazendo do que estudo, devo porque não tenho certeza agora se eu li ou apenas ouvi algo parecido, é que as pessoas ao se depararem com uma tarefa, e não são instruídas de como atingir a meta proposta, tentam encontrar uma forma para isso. Se o que foi pensado é competente, mesmo sem pensar em termos de eficiência, ou seja, mesmo não sendo O MELHOR jeito, ela tende a repetir esta forma para quando tem problemas parecidos. E quanto mais vezes ela tem sucesso, mais ela vai usar isso.
Levando as coisas para o comportamento geral das pessoas, as amigas da Natália (minha best, ui) provavelmente tiveram êxito utilizando esta estratégia utilizada atualmente, ou, quando tentaram ser diferente, se deram mal, tendo que manter o que ainda não deu errado.
Lógico, que elas podem ter simplesmente medo de mudar o que vem dando "certo" ou por mais que a estratégia atual tenha dado errado, elas não encontraram o ponto que erraram, mudando algum parâmetro outro que não mude lá muito o que já fizeram no passado.
Namorar é fogo brother. Esse mundo de amor é complicado mesmo! xD