O que vou falar agora é ligado a um fato que tive o desgosto de presenciar. Mas pensando bem, já fui o causador do "problema" e já vi várias vezes isso acontecendo.
Vejo pessoas que tem a mania de preferir ficar com cara de merda do que curtir o lugar, e isso, simplesmente por não ter suas vontades atendidas de imediato. Até entendo quando uma pessoa não consegue acompanhar o assunto em uma mesa de bar por estar com sono, mas reclamar a noite inteira de sono e ficar com cara de bosta é outra coisa: DOCE. Ou pra ser mais claro, é a simples vontade de mostrar pros outros o quanto se está incomodado em não ter seus pedidos atendidos.
Entendo que o fato deu preferir outra coisa me deixa um nível a menos de satisfação. Mas todo mundo conhece a frase do "não tem cão, caça com gato". Se diverte porra! Larga de ser chatão.
E não me refiro só a mesa de bar, ou a uma festa que tem o chatão com cara de merda. As pessoas que sempre reclamam de não estarem no lugar que sonham ou de preferirem outras coisas não curtem nada! E isso na vida toda.
Tem aqueles momentos em que você, que odeia matemática, está no meio da aula de matemática. Acontece! A vida é dura. Você tem escolhas, você pode dar uma de chato e atrapalhar a aula por que não se interessa, ou pode se engrandecer com a aula aprendendo algo, e sei-lá, acaba até curtindo por entender o que se passa. E tenta tirar o máximo de informação dali, seja o cara mais entendido daquela aula. Isso vale a pena. Não saber aquilo você já não sabe mesmo!
É um exemplo besta, mas é verdade.
E isso pode ser levado pra vários outros lugares. Estou
E isso pra mim é viver a vida intensamente, como tanta gente fala por aí. Se tenho opção, escolho a que prefiro, se não tenho, vivo o que está acontecendo, não fecho a cara e deixo o mundo passar até eu poder escolher de novo! Tento tirar o máximo proveito da situação que está passando.
Depois ficamos pensando que devíamos ter aproveitado mais situações x e y. E devíamos mesmo, não vivemos na hora que podíamos.
Lógico, a vida é feita de escolhas, e uma anula a outra. Estudar significa não sair, assim como sair significa não estudar. Mas se você escolheu uma delas vai em frente e tira o máximo do que você fez, pelo menos você não fica sem as duas. Seja o cara que estudou determinado assunto ou seja o cara mais legal do lugar onde você saiu, os dois trazem coisas positivas. Dependendo do quão bem você é organizado, consegue fazer os dois. Ficar com cara de merda e estudar pouco porque queria ter saído ou sair e ficar preocupado porque não estudou e assim não curtir a saída, é besteira e ponto.
Hoje mesmo, tive uma notícia que pode acabar dando uma mudança nos meus planos. Se não liberarem uma disciplina agora para mim, me formo só no ano seguinte e fico sem poder entrar no mestrado agora. Mas ganhar um ano quase livre pra enriquecer meu currículo e poder competir por bolsa e entrar no mestrado melhor do que eu entraria só irá acontecer se isso ocorrer. Melhor do que ficar se lamuriando por não ter entrado antes.
Nada é perdido, com tudo se pode ganhar. Como diz um grande amigo meu, professor por acaso: "Se uma aula é ruim, você pode aprender como não dar uma aula". E isso vale pra tudo.
Aquele papo de viver a vida intensamente não é só pegar várias mulheres ou pular de paraquedas. Creio que é fazer tudo intensamente. Em uma corrida, correr pra caralho; em um bar com os amigos, se divertir pra caralho; e um bar com desconhecidos, conhecer gente pra caralho; perto de um livro acadêmico, estudar pra caralho; e por aí vai...
Viver a vida tem vários jeitos, ou seja, você tem várias opções: fechar a cara e ser um bosta quando não se é atendido é um deles. Mas curtir mesmo não sendo atendido deveria ser a primeira opção.
Porque um blog?
Sempre temos dúvidas pendentes e pensamentos fulminantes durante o dia, e na maioria das vezes, são achismos perdidos por valores nossos. Dividir com uma, duas pessoas parece interessante, mas multiplicar por quem se interessa com quem fala e pelo que se fala é tornar um pensamento em uma idéia, e multiplicar a idéia por possibilidades.O que estudamos as vezes serve de base, mas a partir daqui é bem o que eu acho mesmo, portanto, me ajudem a formar idéias, para assim formarmos possibilidades, e não ficarmos só nos achismos!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Discussão - A arte da argumentação
Devo admitir que fui um cara um tanto quanto promíscuo em relação às minhas idéias ultimamente. Um grande amigo meu esteve aqui em Fortaleza nos últimos dias e assim compartilhei minhas idéias com ele, e deixei de lado por um tempo o blog.
Mas bom, tendo um blog nestes moldes, acho que tenho que falar, mesmo que rapidamente, até porque não consigo me alongar tanto, deste assunto. A discussão. Aliás, do argumentar, do expor idéias.
O porque de falar sobre isso vem de umas longas discussões minhas com as novas "amizades" que ando fazendo por aqui. E tenho visto que, diferentemente do que eu penso, o pessoal tem um certo receio de dialogar sobre idéias opostas. Sei-lá, devem achar que isso é motivo pra perder a amizade.
Por mais que isso possa acontecer, quando alguém é teimoso e perde facilmente a calma, acredito que a discussão, a exposição de argumentos, só engrandecem alguém, pois assim é possível formar uma opinião sólida, com base em argumentos, e não simplesmente no juízo de valor e no consequente "eu acho" sem base nenhuma.
Só que ultimamente eu tenho visto que existem pessoas que realmente tendem a deixar de falar com outros por causa de uma argumentação! E quando digo outros, digo eu.
Admito que sou um tanto quanto ríspido em argumentar, mas tenho a tendência de aceitar quando vejo que estou errado. Estou até revendo meus conceitos para uma melhor sobrevivência em sociedade adicionando antes do início do argumentação a frase "você quer mesmo saber minha opinião?".
Mas poxa, de uns tempos pra cá, depois de muito apanhar em argumentações e sair puto, comecei a ver que a discussão, nada mais é do que uma chance de acreditar no que o outro está falando, e aliás, de dar bases mais sólidas para que o cara está expondo. Quando alguém fala que acredita em x, e eu coloco alguns poréns e argumentos contrários, a pessoa tem a chance de repensar o que acredita e, se tiver argumentos que desmontem os meus, acredita com mais fé ainda, e eu, passo a aceitar o que ele falou!
A argumentação, o questionamento, o cara que geralmente bota as opiniões do "contra", só está, na minha humilde opinião, dando a chance pro defensor da tese fazê-lo acreditar que no que está sendo exposto.
Eu faço isso. Pois me engrandece e engrandece quem defende, e adoro quando fazem o contrário, pois me faz pensar.
Até hoje admiro um companheiro de laboratório que me fez uma pergunta que mudou meu experimento para a iniciação científica, pois aquilo me fez refletir, ver pontos que eu não enxergava, e quando ele me questionou sobre aquilo, ganharia se eu tivesse uma resposta decente, e ganharia se aquilo me livrasse de um tombo enorme mais pra frente.
Mas bom, tendo um blog nestes moldes, acho que tenho que falar, mesmo que rapidamente, até porque não consigo me alongar tanto, deste assunto. A discussão. Aliás, do argumentar, do expor idéias.
O porque de falar sobre isso vem de umas longas discussões minhas com as novas "amizades" que ando fazendo por aqui. E tenho visto que, diferentemente do que eu penso, o pessoal tem um certo receio de dialogar sobre idéias opostas. Sei-lá, devem achar que isso é motivo pra perder a amizade.
Por mais que isso possa acontecer, quando alguém é teimoso e perde facilmente a calma, acredito que a discussão, a exposição de argumentos, só engrandecem alguém, pois assim é possível formar uma opinião sólida, com base em argumentos, e não simplesmente no juízo de valor e no consequente "eu acho" sem base nenhuma.
Só que ultimamente eu tenho visto que existem pessoas que realmente tendem a deixar de falar com outros por causa de uma argumentação! E quando digo outros, digo eu.
Admito que sou um tanto quanto ríspido em argumentar, mas tenho a tendência de aceitar quando vejo que estou errado. Estou até revendo meus conceitos para uma melhor sobrevivência em sociedade adicionando antes do início do argumentação a frase "você quer mesmo saber minha opinião?".
Mas poxa, de uns tempos pra cá, depois de muito apanhar em argumentações e sair puto, comecei a ver que a discussão, nada mais é do que uma chance de acreditar no que o outro está falando, e aliás, de dar bases mais sólidas para que o cara está expondo. Quando alguém fala que acredita em x, e eu coloco alguns poréns e argumentos contrários, a pessoa tem a chance de repensar o que acredita e, se tiver argumentos que desmontem os meus, acredita com mais fé ainda, e eu, passo a aceitar o que ele falou!
A argumentação, o questionamento, o cara que geralmente bota as opiniões do "contra", só está, na minha humilde opinião, dando a chance pro defensor da tese fazê-lo acreditar que no que está sendo exposto.
Eu faço isso. Pois me engrandece e engrandece quem defende, e adoro quando fazem o contrário, pois me faz pensar.
Até hoje admiro um companheiro de laboratório que me fez uma pergunta que mudou meu experimento para a iniciação científica, pois aquilo me fez refletir, ver pontos que eu não enxergava, e quando ele me questionou sobre aquilo, ganharia se eu tivesse uma resposta decente, e ganharia se aquilo me livrasse de um tombo enorme mais pra frente.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
O tempo - e contando...
Um dia desses, tive uma conversa engraçada sobre este negócio de tempo. É estranho como a relação que temos com ele é de servidão.
Esta minha conversa parte de uma situação diferente, estou em Fortaleza agora, e aqui não tem horário de verão, e a minha companheira de assunto está em assis, de acordo com informações seguras xD, e lá está no horário de verão.
Estávamos conversando quando veio sem querer a parte engraçada (não esperem muito em termos de ser hilário), cheguei pra ela e perguntei: me diga como está no futuro? Como é o mundo uma hora depois?
Parece bem bobo. Mas se você notar, se alguém viajar para Fortaleza agora, ele perdeu uma hora vivida. E se eu for pra São Paulo eu ganho essa uma hora.
Posso citar o quão é absurdo o fato de viajarmos três horas pra algum lugar e chegarmos no horário que saímos! E isso, pensando nos fusos horários, pode ser possível.
Parece babaca, mas se pensarmos o quanto somos servos deste relógio. Se temos que chegar pra uma reunião às 15h do lugar A e vamos pra um outro lugar onde a viagem demora três horas e saímos as 14h50 e este lugar B tem 3 horas a menos pelo fuso, chegamos na hora ainda!
Se contamos a vida por anos, e nos mudarmos para esse novo lugar, tivemos três horas de nada, não contadas... e vivemos sem ter vivido de acordo com nossas contas.
Interessante não?
Isso tudo serve só como um tira gosto bobo para uma coisa mais besta ainda que concluí pensando no tempo.
Conversando com esta mesma amiga de assis, logo após o papo dela estar no futuro, ela me disse que já teve um tempo no qual ela não acreditava no presente. Não sei porque. Vai ver eu devia arranjar pessoas melhores para conversar, mas o que ela falou tem um certo quê de interessante.
A divisão que costumamos fazer entre passado, presente e futuro, na realidade não existe. Tudo é uma coisa só.
Pensemos só no presente e no passado. O presente é o passado acontecendo e sendo resultado do passado.
Somos o que somos porque fomos assim virando, certo?
O presente é meio que preso ao passado. Não viramos de repente os melhores escritores começando a escrever em blogs durante a madrugada. Isso é um processo de interação com o ambiente gerando experiências, práticas, que nos tornam melhores nisso. Ou seja. Se somos é porque nos tornamos. E assim falando, ser é, não completamente como agora, ter sido.
Pensemos no futuro. O futuro é igual ao presente, mas está por acontecer. Parece que surgiram milhares de oportunidades não? Mas se o presente é fruto do passado, o futuro será.
Neste ângulo eu poderia argumentar que o passado é a chave de tudo.
Mas não é. O presente é. E só existe o presente. O futuro não existe e o passado também não. Porque tudo é presente.
O presente é o passado impresso, e atuante. O futuro é o presente que irá atuar.
Um pensamento um tanto quanto controverso pra mim se formos pensar no que eu falei no post sobre coisas a longo prazo, não atuar no presente porque se não não será nada no futuro.
Mas não é controverso. Creio que me enganei nos termos.
Não atuar no presente significa que você não será nada no presente. E assim pra sempre. E isso sempre será presente.
Uma boa idéia se formos argumentar com adolescentes ou pessoas imediatistas não? Gostei.
Esta minha conversa parte de uma situação diferente, estou em Fortaleza agora, e aqui não tem horário de verão, e a minha companheira de assunto está em assis, de acordo com informações seguras xD, e lá está no horário de verão.
Estávamos conversando quando veio sem querer a parte engraçada (não esperem muito em termos de ser hilário), cheguei pra ela e perguntei: me diga como está no futuro? Como é o mundo uma hora depois?
Parece bem bobo. Mas se você notar, se alguém viajar para Fortaleza agora, ele perdeu uma hora vivida. E se eu for pra São Paulo eu ganho essa uma hora.
Posso citar o quão é absurdo o fato de viajarmos três horas pra algum lugar e chegarmos no horário que saímos! E isso, pensando nos fusos horários, pode ser possível.
Parece babaca, mas se pensarmos o quanto somos servos deste relógio. Se temos que chegar pra uma reunião às 15h do lugar A e vamos pra um outro lugar onde a viagem demora três horas e saímos as 14h50 e este lugar B tem 3 horas a menos pelo fuso, chegamos na hora ainda!
Se contamos a vida por anos, e nos mudarmos para esse novo lugar, tivemos três horas de nada, não contadas... e vivemos sem ter vivido de acordo com nossas contas.
Interessante não?
Isso tudo serve só como um tira gosto bobo para uma coisa mais besta ainda que concluí pensando no tempo.
Conversando com esta mesma amiga de assis, logo após o papo dela estar no futuro, ela me disse que já teve um tempo no qual ela não acreditava no presente. Não sei porque. Vai ver eu devia arranjar pessoas melhores para conversar, mas o que ela falou tem um certo quê de interessante.
A divisão que costumamos fazer entre passado, presente e futuro, na realidade não existe. Tudo é uma coisa só.
Pensemos só no presente e no passado. O presente é o passado acontecendo e sendo resultado do passado.
Somos o que somos porque fomos assim virando, certo?
O presente é meio que preso ao passado. Não viramos de repente os melhores escritores começando a escrever em blogs durante a madrugada. Isso é um processo de interação com o ambiente gerando experiências, práticas, que nos tornam melhores nisso. Ou seja. Se somos é porque nos tornamos. E assim falando, ser é, não completamente como agora, ter sido.
Pensemos no futuro. O futuro é igual ao presente, mas está por acontecer. Parece que surgiram milhares de oportunidades não? Mas se o presente é fruto do passado, o futuro será.
Neste ângulo eu poderia argumentar que o passado é a chave de tudo.
Mas não é. O presente é. E só existe o presente. O futuro não existe e o passado também não. Porque tudo é presente.
O presente é o passado impresso, e atuante. O futuro é o presente que irá atuar.
Um pensamento um tanto quanto controverso pra mim se formos pensar no que eu falei no post sobre coisas a longo prazo, não atuar no presente porque se não não será nada no futuro.
Mas não é controverso. Creio que me enganei nos termos.
Não atuar no presente significa que você não será nada no presente. E assim pra sempre. E isso sempre será presente.
Uma boa idéia se formos argumentar com adolescentes ou pessoas imediatistas não? Gostei.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Sabedoria - Como utilizar a informação? Da onde vem?
É incrível o poder do ser, a partir do momento que existe, errar. O que é totalmente normal, já que as chances de acertar são sempre mínimas pra aqueles que esperam algo. Mas é incrível a capacidade em repetir a cagada.
Da incrível mudança da criança para o adulto conseguimos capacidade para entender o porque que aquilo é aceito ou não (já que certo e errado tem vários lados). Criamos princípios e os seguimos.
Mas ainda assim somos capazes de saber que estamos fazendo merda. E terminar de fazê-la. Mesmo sabendo das consequencias que iremos ter que arcar com. Como isso se dá?
A sabedoria que sempre esperamos obter, pelo menos eu espero, de sabermos o que fazer na hora, e termos na cabeça a escolha certa para cada situação é utópica, isso eu sei. Já que a cada situação que vivemos, ela é sempre diferente da anterior, e as vezes achamos coisas que nos são conhecidas e sabemos lidar com elas e as vezes não.
Mas mesmo assim, as vezes vemos que iremos fazer errado, e mesmo assim fazemos.
Eu poderia diferenciar em duas situações: situações de merda a curto prazo e situações que a merda demora a acontecer.
As primeiras, naquelas que são situações pontuais, as consequências podem até se arrastar por um tempo longo, mas não são trágicas, pelo menos no meu modo de ver.
Posso citar alguns exemplos:
O mais claro dele é a traição em um namoro. Demoramos um bom período de tempo tentando nos unir a uma pessoa, achar uma que valha a pena, e começamos a dispender mais tempo ainda para mantermos essa relação. E é claro, pelo menos para mim, que todos sabemos que uma traição bota tudo a perder. E as vezes, pelo que observei, não parece que a pessoa "traidora" quer botar tudo a perder.
Então porque é que acontecem as traições? Meu Deus! É incrível isso. Aquela frase que diz "o proibido é mais gostoso" é repugnante, leva a noção de regras e de princípios a merda e joga fora toda a convivência em sociedade.
E acontece. O carinha demora semanas pra iniciar um namoro (tempos modernos podem diminuir isso =D), e quando começa, acha uma gostosinha, que nem é tão bonitinha, nem é melhor em termos estéticos que a namorada em questão, é meio malinha, e trai.
No fim, perde a namorada, que era com quem ele queria ficar, e uma certa credibilidade com outras mulheres.
Outra situação boa é o beber até cair, ou o perder o controle e brigar no impulso, coisas que sempre levam a merda depois.
Estas situações parecem bobas se comparadas as situações que levam a problemas depois de um longo prazo. Até porque estas situações ditas acima podem virar problemas de longo prazo se repetidas continuamente. A namorada perdida viram mulheres desconfiadas, o beber até cair vira o ninguém querer sair contigo, e o brigar vira o problema de não ter amigos, etc.
O exemplo que eu vou citar é baseado em várias pessoas que conheço, e é uma situação de longuíssimo prazo.
Sabe aquela frase que permeia muitas àreas? "Essa área não dá dinheiro"? Pois é. É culpa disso.
Vários estudantes passam a faculdade fazendo milhares de coisas que não são nem relacionadas à estudar. Não digo que é necessário um bando de nerds que consomem livros como eu realmente gostaria que fosse. Mas falo sobre aqueles que vão as aulas e passam quase todas elas se queixando sobre, conversando sobre outras coisas, vendo moscas, cagando pro professor pela cabeça do "eu já sei isso" ou "esse cara é um bosta, até eu devo saber mais que ele" ou quaisquer outras coisas que não sejam assimilar o mínimo de conteúdo para a atuação no mercado.
Existem pessoas que passam quatro anos, cinco, seis, sei-lá, dando um jeitinho de passar nas matérias, cadeiras, disciplinas, ou como você quiser chamar. E ainda querem ganhar dinheiro com a àrea em questão.
E ainda falam que as pessoas que conseguiram a grana, o sucesso, a valorização, são sortudos, indicados, puxa-sacos ou outros.
É sabido que a relação HBC (horas bunda cadeira) com o sucesso, valorização na área é grandíssima. Existem, é claro, os casos dos caras que conseguem dar um jeitinho, mas são poucos. Aqueles que realmente estão lá em cima passaram bom tempo se dedicando àquilo.
E como é que as pessoas continuam fazendo a cagada de cagar para o mundo??
Todos sabem que a competição é grande, que a dedicação dá o diferencial, mas mesmo assim todos continuam levando a vida como se ela fosse dar de presente o que se almeja.
E é nesse ponto que entra de verdade a dúvida: seja em situações pontuais ou aquelas que se estendem pelo tempo, como que, mesmo sabendo das consequências, e não desejando-as para nós, fazemos cagadas?
A sabedoria que eu falei no começo seria essa. Como usamos a informação que JÁ TEMOS? Como usar a sabedoria que tivemos vendo os outros, e as vezes com nós mesmos, pra não fazermos de novo?
Será que não existe nenhum tipo de preditor que diga: esse cara tem isso logo ele vai saber reutilizar a informação, vai ser esperto; e esse cara tem aquilo, logo ele vai ser um merda na vida. E não acho que estou exagerando não, quando você não é muita coisa, você é tratado como um merda na vida! E não adianta reclamar.
Será que é algo genético? Se fosse, o filho de um cara esforçado também seria, e muitas vezes não é.
Será que é necessário algum trauma na infância? Se fosse, bill gates não seria quem é. Ele era um cara normal que invadia a sala dos computadores e ficava mexendo lá - sala dos computadores é modo de dizer porque na época cada sala só cabia um.
Penso nisso, também porque, sou meio que meritocrático, acredito no mérito como divisor de águas entre aqueles que devem ser valorizados ou não. E isso estendo para todas as áreas, seja do mecânico até o médico. Se o cara é bom, ele deve ser valorizado e, para mim, será.
Um mecânico que luta para atender bem os clientes, dar de verdade os problemas do carro, consertar bem os carros que tem problemas reais, sempre será indicado e sempre terá clientes e será valorizado.
Assim como o médico, o educador físico, o gari e por aí vai.
O marido que cuida bem da esposa, o amigo que é amigo e tenta o melhor para os amigos, o cara que não xinga a polícia quando dá vontade, o cara que não é impulsivo e por aí vai também.
Mas é incrível ver que sabemos que tudo vai dar errado e mesmo assim não fazemos nada para mudar ou deixarmos de fazer.
Eu fico perplexo quando vejo quantas pessoas pensam e reutilizam as informações úteis para não dar merda. São tão poucas...
Da incrível mudança da criança para o adulto conseguimos capacidade para entender o porque que aquilo é aceito ou não (já que certo e errado tem vários lados). Criamos princípios e os seguimos.
Mas ainda assim somos capazes de saber que estamos fazendo merda. E terminar de fazê-la. Mesmo sabendo das consequencias que iremos ter que arcar com. Como isso se dá?
A sabedoria que sempre esperamos obter, pelo menos eu espero, de sabermos o que fazer na hora, e termos na cabeça a escolha certa para cada situação é utópica, isso eu sei. Já que a cada situação que vivemos, ela é sempre diferente da anterior, e as vezes achamos coisas que nos são conhecidas e sabemos lidar com elas e as vezes não.
Mas mesmo assim, as vezes vemos que iremos fazer errado, e mesmo assim fazemos.
Eu poderia diferenciar em duas situações: situações de merda a curto prazo e situações que a merda demora a acontecer.
As primeiras, naquelas que são situações pontuais, as consequências podem até se arrastar por um tempo longo, mas não são trágicas, pelo menos no meu modo de ver.
Posso citar alguns exemplos:
O mais claro dele é a traição em um namoro. Demoramos um bom período de tempo tentando nos unir a uma pessoa, achar uma que valha a pena, e começamos a dispender mais tempo ainda para mantermos essa relação. E é claro, pelo menos para mim, que todos sabemos que uma traição bota tudo a perder. E as vezes, pelo que observei, não parece que a pessoa "traidora" quer botar tudo a perder.
Então porque é que acontecem as traições? Meu Deus! É incrível isso. Aquela frase que diz "o proibido é mais gostoso" é repugnante, leva a noção de regras e de princípios a merda e joga fora toda a convivência em sociedade.
E acontece. O carinha demora semanas pra iniciar um namoro (tempos modernos podem diminuir isso =D), e quando começa, acha uma gostosinha, que nem é tão bonitinha, nem é melhor em termos estéticos que a namorada em questão, é meio malinha, e trai.
No fim, perde a namorada, que era com quem ele queria ficar, e uma certa credibilidade com outras mulheres.
Outra situação boa é o beber até cair, ou o perder o controle e brigar no impulso, coisas que sempre levam a merda depois.
Estas situações parecem bobas se comparadas as situações que levam a problemas depois de um longo prazo. Até porque estas situações ditas acima podem virar problemas de longo prazo se repetidas continuamente. A namorada perdida viram mulheres desconfiadas, o beber até cair vira o ninguém querer sair contigo, e o brigar vira o problema de não ter amigos, etc.
O exemplo que eu vou citar é baseado em várias pessoas que conheço, e é uma situação de longuíssimo prazo.
Sabe aquela frase que permeia muitas àreas? "Essa área não dá dinheiro"? Pois é. É culpa disso.
Vários estudantes passam a faculdade fazendo milhares de coisas que não são nem relacionadas à estudar. Não digo que é necessário um bando de nerds que consomem livros como eu realmente gostaria que fosse. Mas falo sobre aqueles que vão as aulas e passam quase todas elas se queixando sobre, conversando sobre outras coisas, vendo moscas, cagando pro professor pela cabeça do "eu já sei isso" ou "esse cara é um bosta, até eu devo saber mais que ele" ou quaisquer outras coisas que não sejam assimilar o mínimo de conteúdo para a atuação no mercado.
Existem pessoas que passam quatro anos, cinco, seis, sei-lá, dando um jeitinho de passar nas matérias, cadeiras, disciplinas, ou como você quiser chamar. E ainda querem ganhar dinheiro com a àrea em questão.
E ainda falam que as pessoas que conseguiram a grana, o sucesso, a valorização, são sortudos, indicados, puxa-sacos ou outros.
É sabido que a relação HBC (horas bunda cadeira) com o sucesso, valorização na área é grandíssima. Existem, é claro, os casos dos caras que conseguem dar um jeitinho, mas são poucos. Aqueles que realmente estão lá em cima passaram bom tempo se dedicando àquilo.
E como é que as pessoas continuam fazendo a cagada de cagar para o mundo??
Todos sabem que a competição é grande, que a dedicação dá o diferencial, mas mesmo assim todos continuam levando a vida como se ela fosse dar de presente o que se almeja.
E é nesse ponto que entra de verdade a dúvida: seja em situações pontuais ou aquelas que se estendem pelo tempo, como que, mesmo sabendo das consequências, e não desejando-as para nós, fazemos cagadas?
A sabedoria que eu falei no começo seria essa. Como usamos a informação que JÁ TEMOS? Como usar a sabedoria que tivemos vendo os outros, e as vezes com nós mesmos, pra não fazermos de novo?
Será que não existe nenhum tipo de preditor que diga: esse cara tem isso logo ele vai saber reutilizar a informação, vai ser esperto; e esse cara tem aquilo, logo ele vai ser um merda na vida. E não acho que estou exagerando não, quando você não é muita coisa, você é tratado como um merda na vida! E não adianta reclamar.
Será que é algo genético? Se fosse, o filho de um cara esforçado também seria, e muitas vezes não é.
Será que é necessário algum trauma na infância? Se fosse, bill gates não seria quem é. Ele era um cara normal que invadia a sala dos computadores e ficava mexendo lá - sala dos computadores é modo de dizer porque na época cada sala só cabia um.
Penso nisso, também porque, sou meio que meritocrático, acredito no mérito como divisor de águas entre aqueles que devem ser valorizados ou não. E isso estendo para todas as áreas, seja do mecânico até o médico. Se o cara é bom, ele deve ser valorizado e, para mim, será.
Um mecânico que luta para atender bem os clientes, dar de verdade os problemas do carro, consertar bem os carros que tem problemas reais, sempre será indicado e sempre terá clientes e será valorizado.
Assim como o médico, o educador físico, o gari e por aí vai.
O marido que cuida bem da esposa, o amigo que é amigo e tenta o melhor para os amigos, o cara que não xinga a polícia quando dá vontade, o cara que não é impulsivo e por aí vai também.
Mas é incrível ver que sabemos que tudo vai dar errado e mesmo assim não fazemos nada para mudar ou deixarmos de fazer.
Eu fico perplexo quando vejo quantas pessoas pensam e reutilizam as informações úteis para não dar merda. São tão poucas...
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