Acho intrigante aquele papo entre grupos diferentes de pessoas, onde cada um define o que é necessário para se conquistar o sexo oposto, as teorias que são criadas, as hipóteses que os heróis (aqueles que mais se destacam no grupo com o sexo oposto) sustentam e conseguem manter por um bom tempo.
Quantas vezes, eu, como homem, já ouvi coisas totalmente opostas sobre, e as vezes falei, de como dar certo com uma mulher? "Cara, malha pra caramba, mulher curte cara bombado"; "Meu amigo, mulher não tá nem aí pra músculo, o que mulher quer ver é dinheiro, só esse carrinho aqui já me garantiu umas trinta"; "Mulher não tá nem aí pra visual nem nada, ela quer mesmo é um bom companheiro" e por aí vai.
E o engraçado, é que quem fala, tem fatos, fotos, histórias e garantias de experiências nas quais o que ele estava falando deu certo.
Imagino que no mundo feminino as coisas sejam da mesma forma. Aliás eu torço por isso! Até porque passei bom tempo da minha vida achando que mulher era uma espécie totalmente acima dos homens e faziam conosco o que queriam enquanto agente inventava teoria sobre elas, mas depois de um tempo, vi que elas estavam fazendo muita coisa parecida!
Bom, voltando ao principal, depois de muito tempo observando, e admito que testando, vi que existem certos padrões seguidos.
Minha teoria se baseia em uma coisa simples, a manutenção da espécie. Mas não do jeito que nossos caros biólogos falam, do homem pra defender a caverna precisa ser forte, logo mulher curte homem forte. Não. Isso, com certeza ainda deve influenciar um bocado em nossas escolhas. Mas isso não explica aquela menina que tem horror a homens muito fortes, e que prefere os que estão mais ligados à causa política.
Basicamente, fomos, desde nosso nascimento, sendo influenciados pela sociedade. Em determinado momentos tomamos certas posições em relações a determinados aspectos e assim, formamos e nos moldamos de acordo com um grupo de pessoas e idéias as quais aceitamos mais fortemente. Assim, essas idéias, além de permear grande parte da nossa vida profissional, acaba por definir os pontos que acreditamos que sejam ideais em uma sociedade. E quando encontramos pessoas que se enquadram nestes pontos, acabamos por nos interessar por ela, já que pra nós, a espécie deveria seguir nesse rumo, e nossa prole consequentemente também!
É como os biólogos falam do cara forte, não queremos uma prole fraca e sem poder para se manter viva. É quase uma seleção natural xD Os melhores continuam, e também por escolha dos parceiros sexuais. Só que atualmente os melhores dependem de quem os vê!
Um exemplo - lembrando que aqui é uma generalização: sabe aquela menina que adora política? Entra nos debates, adora encontros estudantis e o caramba? Se o que ela mais gosta na vida são as idéias bem formadas, opiniões que a engrandeçam e o caramba. A grande probabilidade de chegar um cara todo viajado contando sobre os pontos turísticos do mundo sem nenhum argumento sobre o que acontece nestes países e ele tomar um fora é gigantesco. Assim como o cara todo atlético. Assim como o cara que é todo bem vestido e gosta de sair e beber apenas.
Mas se chegar um cara com um bom discurso, com idéias diferentes e intrigantes. Pronto. Tá aí. Achou!
É lógico que aqui não falo do "ficar" em uma balada. Aquilo é uma tentativa de prever o comportamento de alguém de acordo com poucos pontos possíveis de serem analizados. E ali, tem algumas características que garantem mais sucesso por causa disso. Aqui estou tratando do relacionamento contínuo, não do pontual. E sejamos mais criteriosos: falo de gente mais madura, que busca algum relacionamento verdadeiro.
O papo dos grupos, de "sabemos como conquistar uma mulher", provavelmente deve ser verdade. Eles provavelmente buscam as mulheres que tem os pontos que eles acreditam ser os melhores para uma mulher, e, provavelmente, pela experiência, já sabem lidar com elas.
Podemos citar, sem juízo de valor algum, alguns exemplos fora o que dei anteriormente. O pessoal que crê que a malhação é o ponto crucial para se destacar em um relacionamento, muitas vezes busca um parceiro que pense o mesmo. Os indivíduos que vêem a responsabilidade financeira e o empenho no trabalho como um fator determinante, provavelmente fazem o mesmo. E isso porque, durante muito tempo, o que foi colocado na cabeça desse povo, pelo seu grupo ou pela sociedade como um todo, foram estes aspectos!
Existem alguns pontos que a minha teoria não prevê, de início, mas creio ter explicação pra eles: - lembrando que estas categorias podem todas ser ligadas
- O instigante:
Sabe aquela pessoa que não tem nada a ver com os preceitos que eram básicos? E mesmo lhe chama a atenção absurdamente a ponto de não ter como não se entregar? Pois é. Existem três hipóteses pra isso: a primeira, e menos provável, é que existem coisas que chamam a atenção por serem diferentes, por serem totalmente diferentes do que se esperava; pode ser que você na realidade esteja numa tentativa, frustrada, já digo de antemão, de fugir do que realmente se quer para viver algo diferente, mas com o tempo acaba por não ter como unir coisas tão opostas como um pólo a outro; e a terceira, e mais plausível, é que você não sabe realmente quais são os aspectos que você mais prestigia para um parceiro, e por mais que você diga que defende aqueles que pensam mais do que grunhem, adora quando alguém da um grunhido no seu ouvido.
O exemplo foi feio, por isso apresento um melhor: sabem aquelas meninas que são fresquíssimas, de um ótimo nível social, sempre saem com os caras do mesmo tipo, e de repente encontram um cara menos visualmente apropriado, de um nível menor socialmente falando, mas que é mais "enfático" (tem pegada, grosso no bom sentido) e apresenta ótimas capacidades de ser um bom marido e quando mais se ve menos se ve ela tá casando com o cara? Provavelmente ela não havia encontrado nos caras com quem saia, do nicho que frequentava o que ela acreditava ser o melhor para a sua prole. Aí vem também uma coisa que a teoria prevê: ela não era completa e unicamente deste nicho, ela provavelmente tinha influencias de outros lugares, e por mais que a maioria do tempo tenha tido influencia do grupo inicial, ela não havia tido referências durante a vida de que aquilo seria bom o suficiente para a continuação dos seus gens, e por mais que o tempo tenha sido menor analisando outros nichos e outros pontos, notou que ali residiam bons motivos para depositar seus glúteos.
- O novo:
Aquele que chega de repente e por ter alguns poucos pontos que você gosta você já se entrega loucamente à paixão. E geralmente não dá certo?
Um ponto que devo acrescentar na minha teoria é que temos a mania de idealizar pessoas. As que já foram e as que chegam de surpresa. Os que já foram por nostalgia e por não lembrar os pontos que ferraram a união. Os que chegam de surpresa, talvez por não termos encontrado até então alguém que seja o "perfeito" para o relacionamento da vida, vemos alguns pontos positivos ou próximos do que esperamos e logo idealizamos que a pessoa apresentará todas as outras características do ser perfeito! E na maioria das vezes nos lascamos. Há aquela perda de interesse, pois vemos que a pessoa não tem nada do que esperávamos.
Acredito que o ponto em que o novo funciona é quando não estamos esperando que funcione, e assim se cresce junto e começa-se a compartilhar idéias, e logo, nossa perspectiva de pontos bons para a sociedade acaba sendo o que foi compartilhado!
Várias coisas podem ser mais implementadas. Mas já realizei alguns testes. E notei que ao saber como uma pessoa é, fica mais facil agir da forma correta para a conquista. É lógico que é necessário um tanto de experiência para se analisar rapidamente e conseguir agir corretamente, e muitas vezes caímos na predição generalizada para o grupo.
Mas foram pelo bem da ciência. Volto a dizer que a relação só funciona quando tem o intuito de durar. Porque aí os pontos contam. Pra fazer sexo amanha e voltar pra casa e nunca mais ver, o que continua valendo é o que o biólogo diz: forte, testosterona a flor da pele, volume peniano suficiente. Hê!
Porque um blog?
Sempre temos dúvidas pendentes e pensamentos fulminantes durante o dia, e na maioria das vezes, são achismos perdidos por valores nossos. Dividir com uma, duas pessoas parece interessante, mas multiplicar por quem se interessa com quem fala e pelo que se fala é tornar um pensamento em uma idéia, e multiplicar a idéia por possibilidades.O que estudamos as vezes serve de base, mas a partir daqui é bem o que eu acho mesmo, portanto, me ajudem a formar idéias, para assim formarmos possibilidades, e não ficarmos só nos achismos!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Bom, achei legal ressaltar os critérios da teoria... Esclarecer os ponto "relacionamento estável" e "pessoas maduras" reduz um tom generalizante que senti de começo.
ResponderExcluirNunca parei pra pensar sobre e faz sentido a analogia à manutenção da espécie, antigamente a demanda social era outra, hoje, com novos objetivos e relações grupais (sem maldade... rs) a demanda é diferenciada e por isso os critérios mudam. Faz sentido, de fato. Por isso percebo que você não é devoto da idéia dos "opostos se atraem"... Devo confessar que é mais fácil se relacionar com alguém que tenha os mesmos valores, ideais, objetivos. Entretanto, se relacionar com o diferente pode ser bem vantajoso (talvez nem tanto a longo período)... Sobre esse ponto, talvez a psicanálise tenha razão, é quase como um carma gostar de se f*der com pessoas realmente diferentes e de difícil convivência XD.
Hmm, sobre ser do mesmo mundo, ter influências que indiquem a referência... Bom, acho que se a base é o motivo pelo qual te faz acreditar que certo aspecto é o fundamental pra manutenção da espécie, daí tanto faria ser ou não do ambiente em que se vive, do mesmo mundo. Se bem que, por outro lado, faz todo o sentido dizer que isso depende das referências que se teve ali. Já sobre as expectativas... Nossa! É algo mesmo tenso, mas me parece como uma motivação para testar... Você arrisca uma hipótese naquela relação e tira a prova dos 9... E por aí em diante.
De um modo geral, gostei mesmo da teoria em analogia ao aspecto mais evolutivo da coisa XD... Principalmente pela grande sacada do simples "conheça e saiba como lidar"... É quase uma premissa médica, né? Tipo... Quando você consegue o diagnóstico fica mais fácil para buscar a cura! XD...
Eu já aposto que o grande ponto da questão em uma relação seja... A RELAÇÃO em si MAIS do que uma ou outra pessoa dela. Como já ouvi de você, se as pessoas estão dispostas a fazer funcionar, basta. Porque numa relação apesar do interesse - parece mesmo o fator com mais peso agora -, a manutenção dela é que revela ou não o seu sucesso. Os genes e os memes vão estar sempre aí nos pressionando XD